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Museu Nacional
Universidade de São Paulo
 
Agelas schmidti Wilson, 1902
 
 

Diagnose

Forma tubular com até 16 cm de altura e 8 cm de largura no ápice. Cor marrom clara após a fixação. Superfície fortemente sulcada, com sulcos afastados cerca de 5 mm, com 1-2 mm de profundidade. Ósculos irregulares, situados em papilas no ápice e próximos à base do corpo, em número de dois a quatro, com 1 a 1,5 cm de diâmetro. Os ósculos se comunicam no interior do corpo em um átrio profundo. Consistência macia, elástica, resistente. Esqueleto reticulado de fibras de espongina equinadas por acantóstilos verticilados. Fibras primárias evidentes, distanciadas cerca de 140-230 µm, com 47-64 µm de espessura, preenchidas por tratos pauciespiculares. Fibras secundárias não preechidas por acantóstilos interligam as fibras primárias, com 36-52 µm de espessura. Espículas: acantóstilos verticilados com raras variações para acantóxeas, com 16-17-20 verticilos, 74-143,8-197 µm.

Esqueleto
Comentários
Agelas schmidti se caracteriza pela forma tubular, pelos sulcos na superfície e pela forma dos ósculos.
Distribuição geográfica
Caribe (Jamaica, Barbados, Cuba, Colômbia) e Brasil (Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte).
Ecologia e importância econômica
Agelas schmidti produz a sceptrina, um alcalóide antimicrobiano.
Referências

Alcolado PM (2002) Catálogo de las esponjas de Cuba. Avicennia 15: 53-72

Muricy G, Esteves EL, Moraes FC, Santos JP, Silva SM, Klautau M, Lanna E (2008) Biodiversidade marinha da Bacia Potiguar: Porifera. Série Livros 29. Museu Nacional, Rio de Janeiro. 156 pags